Uma Situação Inusitada no Facebook

Era o dia 22 de setembro de 2015 quando eu vi uma linda postagem na página de facebook do Quebrando o Tabu, me senti extremamente tocada com a fala desta poetisa chamada Sabrina Lopes e, inspirada pela beleza do poema, resolvi comentar com o texto que vai logo abaixo.

Resultado: 5 (Cinco) meses depois, há 354 curtidas e 19 respostas dos mais diversos tipos  e fofuras no meu comentário. Eu complementei o texto no meu perfil e o meu amor também escreveu uma parte muito linda. Para não ficar grande demais, eu vou postar o texto que foi para o meu perfil depois.

Por agora, fiquem com o vídeo e o texto original de Sabrina Lopes. Logo abaixo, o meu texto, que causou esse frisson que até agora eu, simplesmente, ainda não consigo entender.

Eu Não Sirvo Pra Casar (o vídeo)

Um dia, um homem me disse que eu não era uma mulher pra casar.
Pensei, pensei, pensei e concordei, realmente, eu não sirvo pra isso ou pra aquilo, afinal eu não tô aqui pra servir!
Casamento pra você é serviço, contrato firmado? Depois de contratada, a mulher tem que ficar calada; o trabalho é todo dia, horário do almoço é à beira da pia.
Lavar, passar, cozinhar, limpar e a noite, reprodução. Saber chupar, transar, fazer gozar, engravidar e, logo, ter filhos para cuidar.
É em tempo integral, sem benefícios, sem direito a vale emoção ou vale sorte e as exigências não param por aí.
É preciso trabalhar perfumada, bem arrumada e estar sempre bem humorada, a imagem da empresa não pode ser manchada.
Sendo assim, prefiro ser minha, ter a carteira do cartório vazia, levar o sobrenome de vadia a me casar como alguém como você; sexista, machista, conservador.
Conserva a dor. Absorve minha vida, observa a ferida, me quer serva e de quebra bem servida.

Sabrina Lopes

E este foi o texto que eu escrevi em resposta:

Este vídeo realmente me inspirou. Mas, apenas porque eu, que não servia para casar, finalmente (apos quatro anos de namoro e três pedidos de casamento da mesma pessoa, bom sinal) casei-me com um homem incrível a quem também foi dito que ele não se casaria, não constituiria família porque ele nasceu surdo. Essa história é longa, mas eu peço permissão para colocar aqui o texto que saiu inspirado por essa fala massa pra caramba que foi minha vivência até os 28 anos de idade, quando me casei. E que culminou num casamento feliz com um homem que não tem nada a ver com esse homem (tão comum) do texto que ela fala. Porque o importante não é casar. É continuar a ser feliz com boa companhia.
Segue meu texto:
“Eu não servia pra casar.
Não com esses homens que o status quo me dava.
Daí, um dia, eu, que já não servia,
encontrei um rapaz a quem também foi dito lá na infância,
que casar era um sonho sem importância
porque sua vida não serviria para nada.
A deficiência definiria sua estrada.
Por causa do preconceito que emudece.
Por causa da cegueira do capacitismo.
Por causa de rótulos e tantos “ismos”.
E nós, que não servimos,
Temos a casa zoneada
Andamos juntos
De mãos dadas
Doidos, imundos
De alma lavada
Fazemos amor como quem brinca no parque
Temos filhos como tesouros colhidos no arco-íris
Fazemos da vida o bonde, onde o embarque
Depende da vontade e do amor de ambos.
Nossas cabeças não comportam nossas mentes.
E, por isso, nos casamos. Voamos.”

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