Casamento ou Amor? A Nova Geracao de Mulheres

O Casamento sempre foi ensinado e imposto como um sonho e uma realização de vida para toda mulher. Sempre foi acalentado com carinho e tornado o sonho dourado que se tornaria, muitas vezes, o ponto culminante de toda uma vida feminina.

Depois da revolução sexual, este tabu ficou um pouco estremecido, no entanto, ainda era um sonho acalentado pela maioria das mulheres. O problema é que este é um sonho que não se vive só. Ele, por ter a  hipótese de ser um sonho que se sonha e que se vive só, embora acompanhada, muitas vezes torna-se uma realidade demasiadamente insuportável. A mulher vivia sob a pressão das convivências forçadas em nome de um status, dos filhos, da cobrança da família, de uma suposta solução para os problemas, ou mesmo a tentativa sincera, ainda que unilateral, de solucionar os problemas conjugais e retomar a união favorável e feliz para ambos que havia no início do relacionamento.

Nem sempre há motivos suficientes para manter um casamento sólido e duradouro, sob a égide dos “Felizes para Sempre”, tao almejado e querido por todos. Afinal, não se faz um investimento tao alto de recursos materiais, afetivos, espirituais para deixar pelo caminho como se fora coisa descartável e sem valor. Diversos fatores tornam uma convivência em comum, um fardo insuportável e desnecessário na vida das pessoas. E, enfim, chega-se à separação.

O Divórcio no Brasil  tem uma história relativamente longa, mas um crescimento muito recente, apesar de acentuado, nos últimos tempos. Ele viu seu maior crescimento, 200%, na última década, mas desde a década de 80, depois que a legislação de 77 tornou menos complicada a burocracia envolvida nos processos de divórcio, desquite e separação, este numero vem crescendo gradativamente.

Antigamente, uma mulher desquitada, separada, ou divorciada era alvo de extremo preconceito, uma vez que a suposta “culpa” pelo insucesso do relacionamento era sempre atribuída à mulher que não soube “segurar seu homem”. Essa é mais uma versão do famoso, e machista, dito: “ela pode não saber porque apanha, mas ele sabe porque bate”. Afinal, se fosse uma boa esposa, não teria sido abandonada. Nunca ocorria que a esposa pudesse ter pedido a separação.

Da mesma forma, não se cogitava com quem ficaria a guarda dos filhos. E se houvesse objeção ao fato de que a mulher deveria ficar com eles, normalmente, o marido perdia a guarda em todas as instancias a que recorresse. Infelizmente, até hoje, embora a Lei da Guarda Compartilhada já seja uma realidade, caso uma mulher admita que precisa, ou prefere que seus filhos fiquem com o pai por ter um ritmo de vida incompatível com a qualidade de vida que os filhos merecem e que pode ser melhor oferecido pelo pai, ela será alvo das críticas mais duras e mais mesquinhas possíveis e imagináveis.

Casamento e Divórcio permanecem cercados de muitos tabus, convenções e preconceitos. Ainda assim, nota-se um crescimento impressionante nos casos de ambos. Os casamentos aumentaram em quantidade, mas duram menos. E as mulheres pedem a separação na maioria desses casos.  Ou seja, elas querem sim, se casar, mas não estão mais presas à instituição do casamento como indissolúvel e necessário para o seu sucesso e realização pessoal a qualquer custo.

Atualmente, as razoes para uma mulher decidir se casar passam bem distantes, embora ainda haja, das razoes tradicionais. Claro que ainda há quem se case, por dinheiro, pressão familiar, sonho de infância, necessidade de companhia, etc. No entanto, o Amor, o Companheirismo, a Amizade sincera e a Empatia mútua têm tomado papel importante nos relacionamentos.

A mulher da atualidade trabalha, é independente financeira, intelectual, sexual e materialmente; muitas vezes, mora sozinha, ou com amigas e amigos; deixa para se casar um pouco mais tarde; contrata o encanador, o bombeiro hidráulico, o mecânico, os serviços domésticos; paga suas próprias contas; sai  sozinha para bares e restaurantes sem ser considerada indecente por não estar acompanhada de uma presença masculina; cresceu em uma família reconstruída após um divórcio, ou sem a presença masculina do pai e provedor tradicional; chefia a maioria das famílias brasileiras; sabe que, mais do que uma instituição, o casamento é um relacionamento entre duas pessoas que lutam pelo mesmo ideal.

Ela já não quer mais o status de casada. Ela quer o melhor que o casamento pode oferecer. E luta com todas as suas forcas para que esse relacionamentantcerto da primeira vez para sempre.

Sabe que tem que se esforçar, ceder, contornar, tolerar, mudar, exigir, construir diariamente o relacionamento perfeito que ela deseja. No entanto, não é mais aquela “mulher de verdade” que ia dormir soluçando baixinho para não incomodar o marido que dormia roncando alto ao lado. Ja não se culpa mais por não conseguir “segurar seu homem”. Ela espera que seu parceiro (a) faca o mesmo esforço, que demonstre viver e acalentar o mesmo sonho que ela.

A mulher moderna já não tem medo de perder o companheiro (a). Ela tem medo de perder o Amor, a sua história construída em conjunto, o grande investimento feito e até mesmo de sofrer a decepção de ter de recomeçar. Porem, a possibilidade de recomeçar é ainda mais atraente do que a certeza de continuar a viver uma situação desfavorável e triste. Ela entende que o fim é a chance de um novo recomeço e tem a convicção de ter feito tudo o que estava ao seu alcance para solucionar a situação antes de partir para novas experiencias de vida, seja em companhia de um novo amor, ou não.

A ordem inverteu-se e, agora, casar-se já não é condição sine qua non para ser feliz. Já não é mais a causa da felicidade. É um resultado dela. Esta numa lista de itens em que, muitas vezes, não é prioridade. Mas, item básico para a finalização de um processo muito mais longo e profundo. Passou de ” happy ending”  a “just beggining”

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