Marketing nas Eleições, Nós e as Crianças – Oportunidades Educativas

Todo ano eleitoral é a mesma coisa.
Escolhe-se um público alvo de acordo com o último tema em voga, ou a situação mais discutida pelo País no ano anterior.

Esse nicho da sociedade, normalmente um número expressivo de cidadãos que tenha conquistado direitos durante o intervalo de quatro anos, eleito os candidatos mais badalados, polêmicos e, principalmente, que tenham arrastado mais correligionários consigo por causa dos números de votos dessa parcela social, transforma-se em bandeira de uma quantidade maior de candidatos no ano eleitoral seguinte.

Em decorrência desses fatos, acontece de o Partido, ao perceber a força eleitoral e política daquele público, dar, finalmente, o aval necessário para que o assunto seja defendido, ou combatido, ambos veementemente, pelos seus candidatos afinados positiva, ou negativamente com aquela causa em questão.

É um faro político e marqueteiro muito fino, que culmina frequentemente em “assunto da moda” nas campanhas e debates eleitorais. Claro que há outros assuntos pesquisados, defendidos e debatidos, no entanto, sempre há aquele que supera em muito o número de comentários e interesse público partidário.

Houve ano em que “o combate aos marajás” ganhou as eleições. O resultado economico e moral negativo dessa escolha foi o tema do embate seguinte. Já no próximo ano eleitoral, foi o resultado socioeconomico positivo da atual escolha baseada no resultado econômico-moral anterior, que motivou as mudanças de estratégias políticas do período de eleições seguinte, resultando em reeleição. Esta mesma estratégia foi usada como faca de dois gumes no próximo embate e trouxe como resultado, o primeiro Presidente operário do mundo (é o que dizem). A partir daí, por estratégia muito bem usada na prática conhecida como populismo, vieram retornos extraordinários nas duas eleições seguintes, resultando em reeleição do Presidente anterior e em escolha da primeira Presidente(a) – diga-se de passagem, impossível concordar com esse erro de Português, nem com O Decreto, embora seja um golaço de marketing político -, manteve o mesmo partido no poder há mais de dez anos e tem a liderança nas pesquisas atuais.

No entanto, embora o continuismo da aposta temática atual esteja dando certo, o assunto da vez refere-se aos homossexuais( e toda a sigla, que sempre fica errada, embora eu tente. Perdão), suas conquistas e embates nos campos políticos, os reflexos dessas conquistas no âmbito social, político, eleitoral, dentre tantos outros, e o impacto disso entre todos os brasileiros heterossexuais, ou homossexuais.

Claro que os partidos vieram movimentando-se ao longo do tempo, de acordo com suas convicções políticas e religiosas (Estado Laico, oi?), criando, apoiando, divulgando, votando Leis, gerando situações, opiniões e confusões de toda ordem e alcance internacional a respeito do assunto.

Trouxe à tona Kokays, Jeans, Martas, Marinas, Lucianas, Bolsonaros, bancadas religiosas (Laico… Sei.), estratégias políticas estranhas que resultaram em Pastor Feliciano como Presidente da Comissão de Direitos Humanos (a mais desacreditada e polêmica – mais que mamilos – de todos os tempos), dentre tantos outros que não cabe aqui julgar, apenas citar os mais famosos e atuantes de acordo com suas convicções. Sendo, o último e mais polêmico personagem, aquele que assumiu em Rede Nacional o compromisso sério e verdadeiro de, como Presidente de uma Nação Inteira, legislar somente para a parcela dela que concorda com ele, inclusive afirmando querer “essas pessoas com esses problemas longe daqui”: Hitler.
Digo, Edy Fidelix.
Não! “Péra”!! Levy Fidelix.

Dessa forma, o assunto “Sexualidade, Orientação Sexual e Desrespeito Violento à Vida dos Outros” tornou-se a vedete do horário eleitoreiro, digo, eleitoral. Entra em nossas casas mentais por diversas mídias, cobra-nos uma posição à respeito e atinge diretamente àqueles que não deixam passar nada sem o constante “porque” saltando-lhes por todos os poros: as crianças.

Oportunidade única de esclarecimento consciente (aquele de informações adequadas, simples livres de preconceito e ideias ocas, verdadeiras e precisas, inclusive sobre todas as opiniões que envolvem o assunto), ou de formação em massa de Pequenos Bullies Xiitas, que mais tarde serão agressores cheios de razões, estupradores em nome de uma causa, assassinos em nome de Deus e da Família Brasileira.

Crianças não precisam de informações tão detalhadas em tenra idade. Mas, devem aprender desde cedo que algumas meninas são mais Viris e alguns meninos trazem consigo uma Sensibilidade de Alma maior e isso merece todo nosso respeito (e proteção, se necessário).

Crianças devem aprender que não é obrigatório concordar com o comportamento – o que não tem nada a ver com Orientação Sexual. Esta não é questão de gosto, escolha, ou opinião. Existe e pronto. – de ninguém. Nem aceitar algum ato exagerado, seja de heteros ou homos, que o incomoda, fere seus conceitos morais, ou sua religião. Mas, mesmo assim, conversar civilizadamente, respeitar os direitos do amigo(a) que traz sua orientação sexual heteronormativa ou homonormativa latente. Procurar debater sobre os deveres, direitos e limites de cada lado com educação, respeito e escuta sincera, bem intensionada, é uma lição de cidadania que servirá para todos os campos da vida dessas crianças, sejam elas de orientação homo ou heterossexual. Isso tem que ser mútuo. Constante. Diário.

Crianças tem que aprender a diferença entre Crítica, Opinião Pessoal, Bullying e Crime. E que o que não se deseja para si, não se faz com os outros.

Crianças precisam ter explicações corretas sobre Política, Políticos, politiqueiros, Vida Pública, Bem Comum, Direitos e Deveres… Tudo aquilo que aprendíamos em OSPB -Organização Social e Política do Brasil – muito meia boca, mas, pelo menos, tínhamos noção.

Crianças merecem saber (entender, só se tiver um sábio por aí que já conseguiu) que os adultos ensinam o que não fazem, mas, estão tentando e elas são a esperança de que essa tentativa dê certo.

Crianças precisam saber que Política é também para elas, por elas e precisa da participação delas. Porque Política se faz todos os dias.
Não só em Ano de Eleição.

Os marketeiros já sabem disso há tempos…

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