Eleva a Dor

Minha mãe era como se fosse da sua família
Mas isso não tornou seus filhos meus irmãos.
Minha mãe tinha acesso à casa toda
Mas, eu fui largado sozinho no elevador.


Minha voz não ecoou em nenhum corredor
Minhas mãozinhas foram largadas
E minh’alma voou mais alto
Do que o corpo poderia suportar.


Mas ninguém viu.

Minha cor escura é invisível
Meu corpo tão pequeno é desprezível
Minha condição o permite.

E ainda que se clame por justiça
Qualquer fiança branca a liberdade
De quem me isolou sem respeitar

Serviço essencial.
Vida supérflua.
Confiança em via de mão única
Que se quebra na primeira necessidade
Para sempre.

Certeza?
Só uma
Justiça
Tem cor.

Anarquia, Desobediência Civil e Armadilhas

#Serase existe gado de esquerda?

Antes de qualquer coisa, conceitos.
Lá vai.


ANARQUIA:

substantivo feminino

  1. 1.sistema político baseado na negação do princípio da autoridade.
    • negação de qualquer tipo de autoridade.
  2. 2.estado de um povo que, de fato ou virtualmente, não tem mais governo.
  3. 3.falta de organização e/ou de liderança em qualquer tipo de atividade, local ou instituição; confusão, bagunça.”a a. reinava em seus escritos”
  4. 4.qualquer entidade, organização social etc. desprovida de direção e/ou normas.”a universidade está uma a.”
  5. 5.POLÍTICA (CIÊNCIA POLÍTICA•IDEOLOGIA)teoria política e social segundo a qual o indivíduo deveria desenvolver-se livremente, emancipado de toda tutela governamental.

Origem⊙ ETIM lat.medv . anarchia,ae, do gr. anarkhía,as ‘falta de chefe ou governo’
fonte: Google

DESOBEDIÊNCIA CIVIL

é um tipo de manifestação legalmente aceita contra o regime imposto por um governo opressor, quando um grupo de cidadãos se recusa a obedecer determinadas leis, em forma de protesto, por considera-las imorais ou injustas.
Fonte: Significado

ARMADILHA

substantivo feminino

  1. 1.qualquer artifício ou engenho para capturar animais.
  2. 2.FIGURADO (SENTIDO)•FIGURADAMENTE estratagema para fazer alguém cair em logro; artifício enganador; cilada, esparrela, ardil, armação.

Origem⊙ ETIM armada + -ilha
fonte:Google

Ah, pronto!
Agora vai fazer a Anitta e começar pelo Bê-a-bá da política, é isso?
Não.
É apenas uma breve introdução ao assunto para que fique bem claro quais são as bases que norteiam este texto gigante.
Aliás, se não quer ler textão, já vaza a partir daqui.
Pois bem. Isto posto, vamos ao assunto.

Desde o início da pandemia, o Brasil se dividiu entre os fatos e as opiniões.

Fatos ganhando de 7X1 todo santo dia.

À margem do acontecido, o Governo Federal brincou o quanto pôde de cabo-de-guerra com os Governos Estaduais.
No entanto, sempre agindo como dono da bola, volta e meia ameaçava recolher o brinquedo e deixar a garotada na mão. Negócio é que cada um resolveu brincar sozinho e o Governo Federal teve que achar um estilingue pra tacar pedras nos Governos Estaduais, um a um. Onde não deu certo, ameaçou quebrar os brinquedos dos coleguinhas.
Linguagem besta dos infernos.
É pra o povo entender mais fácil?
Tá chamando a gente de burro?
Não.
A infantilidade e irresponsabilidade do Governo Federal até agora só tem eco numa exemplificação como essa.
Dá muita vergonha contar como realmente aconteceu e perceber que foi exatamente assim, bastando apenas dar nome aos jogos e brinquedos.

Continuemos.

Na falta de amiguinhos entre os Governos Estaduais, que, em sua maioria, agiram com total anarquia e desobediência civil em nome de salvar vidas e prevenir uma alta incontrolável na curva de contaminação do novo corona vírus, o Governo Federal foi procurar entre o povo quem o apoiasse, seguisse e obedecesse cegamente.
Como quem procura sempre acha, bastou dar o comando e o gado foi atrás.

De março para cá, cada sinalização em forma de piadinhas, gestos visivelmente de duplo sentido, frases aviltantes e atos de profundo desrespeito e desprezo pelo próprio povo era completamente compreendida pelo que passou a ser chamado de “gado” como a senha para agir fisicamente. E era prontamente correspondido.

De março a maio, em escala crescente de frequencia, violência e fanatismo, caminhadas presidenciais foram realizadas em vários estados, começando pelo Distrito Federal, seguidas de manifestações que levaram às ruas, um séquito de fanáticos que, sem pensar, sem avaliar qualquer risco e crendo que um presidente que, desde o período eleitoral, sempre se declarou incompetente e ignorante sobre todo e qualquer assunto relativo ao seu cargo, ao serviço público e à vida em comum (que não se não se tratasse de tortura, fixações e fantasias sexuais, nepotismo, ou misoginia) estivesse mais correto do que a Ciência, a experiência prévia de outros países que poderia ser acompanhada ao vivo, ou os números (ainda que subnotificados) do próprio país.

Na sequencia imediata, aumentava o número de contaminados na região por onde o chamado “alecrim dourado” passava, ou nos locais onde houveram manifestações públicas de apoio ao seu pensamento negacionista, com o agravante de que, normalmente, os líderes desses movimentos faziam vídeos comentando sobre terem descoberto da pior maneira que não se tratava de uma “gripezinha”.
Alguns morreram, outros declararam ter deixado de apoiar o presidente por se sentirem enganados ( #Tadinho #SQN #EuAvisei #Finalmente #hashtag #Turururu ) e todos os que tiveram que aprender na marra, automaticamente foram amaldiçoados com a “pecha” de Comunista (agora tá fácil assim. Comunismo via EAD em duas descurtidas).

Brasil sendo Brasil e o mundo assitindo.

Atentamente.

Até que o modelinho básico de fazer geral ir pra rua se contaminar por vontade própria tornou-se interessante até demais.
É que a Season 2020 de Brasil – Desventuras em Série tá rolando aqui com direito a genocídio em massa do povo indígena, destruição oficial da Amazônia, desmonte de programas sociais e de saúde, impedimento do bom andamento de medidas para apoiar financeiramente o povo que não pode parar de trabalhar, mas precisa por causa do isolamento social, enquanto, ao mesmo tempo, trilhões de reais são liberados a bancos, empresas privadas (que demitem mesmo assim) e companheiros políticos recebem apoio (Centrão sendo Centrão) para passar projetos pornograficamente imorais para dizer o mínimo.

Ainda assim, a resistência se baseia em cuidar uns dos outros, tentar manter o máximo de pessoas “dendicasa”, levar auxílio a quem precisa com ações sociais brotando de cada goma, de cada beco, de cada clique. Quem não pode ficar em casa, recebendo apoio do jeito que dá e o povo se virando lindamente neste ambiente anárquico e civilmente desobediente.

E o Governo Federal pressionando pra geral ir pra rua.

“O Brasil não pode parar”

“ENEM vai acontecer.”

“A culpa do colapso econômico é dos governadores.”

E #tomelerola, digo, tome declarações utlrajantes, demissões arbitrárias, ações estarrecedoras que beiram o patológico. O Narcisismo Patológico e psicopático consciente e, por isso mesmo, não definido como doentio e muito menos comparável às doenças mentais que precisam de respeito e tratamento. Agir como psicofobia agora é dar razão às atrocidades genocidas, preconceituosas, fascistas e dignas de um impeachment. No entanto, segue o barco.

E o mundo olhando.

Daí, The Big Boss (ta) entendeu o jogo, acompanhou os resultados e achou por bem agir igual, só que de forma mais aprimorada.
Sorrateiramente e usando uma arma que deu um resultado anteriormente indesejado, mas muito auspicioso no momento. Tio Sam, usou da estratégia “I can’t breath” pra trazer o povo negro pra rua.

Armadilha perfeita.

Em duas semanas teremos o governo dos EUA indo a público botar no povo negro de lá, a culpa por ter ido às ruas fazer baderna por conta de uma situação que poderia ter sido resolvida pela justiça sem a necessidade de que todos se expusessem ao contágio. #SQN

Claro que não.

Sabemos que o policial seria absolvido e que o caso ficaria por isso mesmo se o povo não fosse às ruas.

Negócio é que isso, neste momento, era uma armadilha. O objetivo era/é justamente mandar o povo preto americano pra rua. Pra morte por livre e expontânea vontade. Por bala, ou por contaminação. Povo esse que é o que mais tem morrido de COVID-19 por falta de atendimento hospitalar, embora o contágio não tenha chegado a uma curva exorbitante.

O genocídio perfeito. Vão todos de bom grado, como os judeus que acreditavam estar entrando em um trem para a liberdade nos últimos dias do nazismo.

Só que, pensar, também se usa.

Gente, Desobediência civil neste momento é VIVER!

Anarquia é pegar a visão de que desobediência civil é ficar de olho no jogo dos caras e entender que não dá pra botar fé em tudo não.

E é preciso olhar o panorama de cima, por que os nossos também erram.
Ainda assim, entender que esse momento exige união para manter vivos cada um de nós.

Cuidar de quem tá dendicasa pra evitar sobrecarregar quem tem obrigação de estar na rua.

Já pensou no tanto de médico e enfermeira deslocado pra tratar de gente baleada na rua?

Já pensou no tanto de gari sendo obrigado a meter a mão em lixo acumulado e contaminado?

Ou na hora do correr-corre, quando a bala estiver comendo e o cacete arder no lombo alguém vai dar dois metros de distância pra evitar contágio?

E no camburão? Vai de um em um?

E na volta pra casa? Vai todo mundo ficar no cômodo exclusivo em quarentena por 14 dias pra não contaminar a mãe que ficou em casa esperando?

E quando a curva passar todos os número possíveis e começar um lockdown forçado porque ninguém mais vai ter energia pra sair de casa? Até porque não vai adiantar nada…

Faremos como a Itália, que teve denúncias de corpos apodrecendo em casa por falta de rabecão, ou como o Equador que jogava os corpos na rua?

Faz uma semana que shoppings e comércio reabriram no DF. E nessa uma semana, adivinha qual cidade passou o Clear Waters (Águas Claras ) e Brasília no ranking de contaminados? CEILÂNDIA.
Isso mesmo. Lá na periferia onde estão os trabalhadores desses shoppings. Lá onde estão aqueles que podem pegar ônibus lotados para trabalhar nos restaurantes onde não pode lotar todas as mesas para não contaminar os ricos.

E aí, geral vai cair nessa falácia de ir pra rua?

Eles estão invadindo a Comunidade por que ela está se cuidando pra sair dessa viva #FavelaViveLuta .
Mas matar um por um não é eficaz.
Bora cometer o genocídio perfeito.
Bora transformar a esquerda em gado revolto que vai pra rua achando que faz mesmo a diferença.

Chegamos oficialmente a 30 mil.
Bora dobrar a meta.
O mais rápido possível.
A arma de extermínio em massa está lá fora.
Bora atrair a presa.
De quebra, ainda exterminamos quem ficou pra trás, quem vai ter que cuidar, quem vai ter que limpar, quem vai levar comida pros que ficaram em casa.

Covardia é achar que valentia só está no braço.
A mão que invade e derruba, os sites, que mobiliza para ações de resultado concreto, que une virtualmente é mais valente.

Medo é agir reativamente sem medir as consequencias.
Ter a coragem de Gandhi para manter a posição é muito mais difícil.
Mas tem que ser o posicionamento atual.
Manter a posição e fortalecer quem precisa de nós.

A luta contra o fascismo, o nazismo e o genocídio em massa promovidos por essa necropolítica não pode se deixar enganar pelas armadilhas que nos fazem confundir as ações necessárias.

Quando dizemos #EstaremosLa , significa que resistiremos e o futuro será com nossa presença e atuação direta no momento certo.

Vivos.

#NãoAoFascismo
#NãoAoNazismo
#NãoAoGenocidio

Fonte: